Médico da Casa Branca fala sobre o sono de Trump

O médico de Donald Trump, o contra-almirante da Marinha dos Estados Unidos, Ronny Jackson, disse recentemente que “Trump não precisa dormir muito”, apenas três ou quatro horas por noite. “Ele foi assim toda a vida. É por isso que ele tem tido sucesso”.

O actual presidente dos EUA vangloriou-se em 2009:  “como é que uma pessoa que dorme 12 e 14 horas por dia compete com outra que dorme três ou quatro?”.

Este comentário do médico da Casa Branca causou polémica nos EUA, sobretudo entre a comunidade médica e nos especialistas em medicina do sono norte-americanos , por verem um colega de profissão parecer incentivar as poucas horas de sono.

Os especialistas do sono são unânimes em considerar  que menos sete ou oito horas de sono, conforme as características das pessoas, dificultam a cognição e a memória, provocam irritabilidade, desregulam o apetite e a libido, e causam pensamentos negativos que levam a ansiedade e depressão.

Trump não é, porém, o primeiro presidente dos EUA a dormir poucas horas. O ex-presidente Barack Obama dormia cerca de cinco horas por noite quando estava na Casa Branca e o ex-presidente Bill Clinton ainda menos de cinco horas.

Também em Portugal, o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa dorme poucas horas por noite.

João Salgueiro, ex-ministro das Finanças num governo do PSD comentou logo a seguir à eleição presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa que era “uma vantagem competitiva Marcelo dormir tão pouco”.

Segundo os especialistas do sono, há cerca de 5% da população mundial que precisa dormir menos horas sem sentir de forma crítica os habituais sintomas de privação do sono.

 

 

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