A paralisia do sono em “Moby Dick”

O escritor norte-americano, Herman Melville, descreveu em 1851 a paralisia do sono, no seu célebre romance “Moby Dick”, 25 anos antes do médico Silas Weir Mitchell ter definido cientificamente pela primeira vez esta perturbação do sono. No livro, o episódio é narrado por Ismael, a personagem principal do romance:

“E lentamente ao acordar, mas  ainda mergulhado nos sonhos, abri os meus olhos e a luminosidade da ante-sala parecia ter origem nas trevas. Instantaneamente senti um choque que estremeceu o meu corpo. Nada havia para ser visto ou ouvido, porém uma mão sobrenatural parecia estar sobre a minha. O meu braço caído sobre a colcha, e o inominável, inimaginável e silencioso fantasma ou a simples forma fantasmagórica a que pertencia a mão, parecia sentada ao meu lado. Pareciam que estava ali há tempos infinitos, paralisado com os meus mais temíveis medos, sem atrever-me a arrastar minha mão, mas sempre a pensar que se pudesse mexer um único dedo, a horrível magia seria quebrada”.

 

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