Cada órgão do corpo humano tem o seu ritmo circadiano

Um estudo conjunto da Universidade da Califórnia, nos EUA, e do Instituto de Pesquisa em Biomedicina de Barcelona, ​​em Espanha, sugere que os órgãos do corpo humano têm também o seu ritmo biológico interno, que funciona independentemente do relógio biológico central que existe no cérebro, no hipótalamo.

Assim, a privação do sono, os horários desregulados, a exposição nocturna e excessiva à luminosidade dos dispositivos electrónicos, podem ter consequências ao nível, por exemplo, da saúde do fígado.       

O estudo, publicado recentemente na revista Cell, utilizou ratinhos criados especialmente para analisar a rede de relógios internos que regulam o metabolismo. Os investigadores conseguiram “desligar” todos os relógios corporais dos ratinhos, incluindo o relógio central do cérebro, menos o do fígado e da pele, e através de alterações no ambiente (por exemplo, exposição à luz) apuraram que o fígado dos ratinhos respondia a estas mudanças, detectando que horas eram e mantendo funções críticas, como preparar a digestão na hora da refeição e converter a glicose em energia.

O relógio circadiano do fígado nos ratinhos era capaz de detectar a luz, presumivelmente por meio de sinais de outros órgãos. Somente quando os ratinhos foram submetidos a escuridão constante, o seu relógio do fígado parou de funcionar.

Recorde-se que em 2017 três cientistas ganharam o Prémio Nobel da Medicina com uma investigação sobre os mecanismos moleculares que controlam o ritmo circadiano. 

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