Como programar a sesta à medida das necessidades

O professor visitante da Universidade de Stanford, nos EUA,  Alex Soojung-Kim Pang, aconselha horas para a sesta no livro “Descansar”, editado pela Temas em Debates.

Esta programação da hora da sesta atende, segundo Kim-Pang, à relação entre a pressão do sono e o ritmo circadiano: “cerca de seis horas depois de se ter acordado, o ritmo circadiano do corpo começa a mergulhar e provavelmente sentimo-nos entontecidos, em especial se se teve uma manhã atarefada e se almoçou. Uma sesta de vinte minutos nesse momento, (digamos, á uma da tarde), é o suficiente para um recarga mental, sem nos deixar atordoados: se for curta, acordar-se-à bastante alerta e poderá regressar-se rapidamente ao trabalho. Se a prolongarmos durante mais meia  hora, o equilíbrio entre o ritmo circadiano e a pressão do sono produzirá uma sesta que oscilará entre o sono REM e o das ondas lentas. Se por outro  lado, se dormir a sesta uma hora mais cedo, cinco horas depois de acordar, o equilíbrio será diferente: mais sono REM, menos sono de ondas lentas. Este tipo de sesta produzirá um pequeno salto criativo: provavelmente, sonhar-se-à e empregar-se-à o subconsciente naquilo em que se tiver estado recentemente a trabalhar. Se se esperar até uma hora mais tarde, sete horas depois de se acordar, o corpo precisará de mais descanso e uma sesta de uma hora será mais rica em sono de ondas lentas e fisicamente mais restaurador do que criativamente estimulante”.  

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