“Deitar tarde não me desregulou o sono”

O jornalista e escritor Baptista Bastos, de 82 anos, nunca sentiu o sono prejudicado pelos longos anos em que se deitou tarde por causa do fecho quase de madrugada dos jornais em que trabalhou, tal como era norma na imprensa de antigamente sem os meios tecnológicos de hoje.

Baptista Bastos confessa: “sempre fui um bocado noctívago mas o deitar tarde não me desregulou o sono. Sempre dormi bem em novo,  e ainda hoje durmo bem. Durmo em regra oito horas”

“Mesmo quando tive problemas graves na vida, não perdi o sono”, refere. Qual o segredo? “Sempre confiei que tenho uma natureza de bom homem”, diz o jornalista.

As entrevistas televisivas de Baptista Bastos a muitas personalidades públicas, onde lançava a célebre pergunta “onde estava no 25 de Abril?” tornou-se parte da cultura portuguesa. E onde estava Baptista Bastos no 25 de Abril de 1974?  Como soube da revolução? A que horas se levantou e deitou nesse dia? “Já sabia que se preparava um golpe para acabar com o regime. Até  fui convidado para participar mas já não acreditava que vingasse. Na noite de 24 de Abril estive no Diário Popular, no Bairro Alto, depois fui para casa e o chefe de redacção do jornal, Abel Pereira, acordou-me muito cedo a dizer-me “salta da cama Bastos, a revolução está na rua e desta vez vais escrevê-la”. Fui para o jornal, foi um grande alegria. Nesse dia só me deitei, acho eu, aí por volta das quatro da manhã.”

 

 

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