“Dormir demais também agrava as cefaleias e o risco de AVC”

Teresa Paiva deu este mês uma conferência académica no Instituto Rocha Cabral onde, entre outras questões, falou das perturbações do sono relacionadas com várias especialidades médicas.

Na área da pneumonologia, a médica, especialista em medicina do sono, salientou a apneia do sono, “uma doença que pode provocar sintomas ao longo das 24  horas”.

Teresa Paiva citou dois estudos que dão uma prevalência clara desta perturbação nos homens.  Num estudo, os resultados foram de 46,6%  nos homens e 30,5 por cento nas mulheres (Tufik et al 2010). Noutro estudo, os homens representavam 49,7% e as mulheres 23,4 dos sujeitos com apneia do sono (Heinzer et al 2015).

No que se refere à obesidade, a especialista do sono referiu que “está correlacionada com os problemas do sono, ‘promovendo’ doenças inflamatórias como a diabetes tipo 2, apneia do sono, alguns tipos de cancro e alterações cognitivas”. Há um estudo  (Geiger et al 2015) que sustenta esta correlação”.

No que respeita à dor, Teresa Paiva disse que “um grande estudo epidemiológico demonstrou que o tempo que se demora a adormecer, a eficiência do sono e a severidade das queixas de insónia se correlacionavam com a sensibilidade à dor”.

No domínio do sono e imunologia, a médica neurologista refereiu “que durante o sono são  criadas memórias imunológicas e na actividade desenvolvem-se as defesas citotóxicas”.

Na área da Gastroenterologia, a especialista em medicina do sono referiu que “as perturbações do sono têm implicações em doenças como  a Doença de Crohn, o cólon irritável, o refluxo gastroesofágico, as alterações do trânsito intestinal e a Doença celíaca”

No domínio da otorrinolaringologia, Teresa Paiva disse que “as perturbações do sono podem provocar alergias, zumbidos e vertigens”.

Por último, no que respeita à Neurologia, a especialista em medicina do sono, referiu que “dormir de menos, dormir fora de horas, dormir pouco e mal e dormir demais agrava as cefaleias, aumenta o risco de AVC e agrava as crises epilépticas”.

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