“Dormir é um bom negócio”

Teresa Paiva escreveu um artigo no “Le Monde Diplomatique” do mês de Dezembro de 2018, intitulado “Dormir é um bom negócio.” O iSleep publica um extracto do mesmo. A edição do “Le Monde Diplomatique” está à venda nas bancas.

“Nos tempos de hoje o sono é muitas vezes encarado de forma aligeirada ou despiciente, como coisa que ‘empata’ os afazeres ou os prazeres da vigília. Neste sentido a privação de sono assume um carácter voluntário (não dormir para fazer outras coisas) ou semiobrigatório, como é o caso dos trabalhadores por turnos ou de quem tem muito que fazer. Agravando o panorama, acontece que actualmente as doenças do sono são frequentes, acarretando consigo uma queixa comum: o dormir mal. Mas, usufruindo de poderes e direitos, e com energia disponível a toda a hora, muitos de nós convenceram-se, ou foram convencidos, de que podiam gerir a seu belo prazer os seus ritmos biológicos. Não ter horas nem horários, estender o dia para a noite, sofrer jet lag regularmente sem sequer sair do seu país, estar exposto a luzes intensas de noite e passar dias e dias sem ver, que não fugazmente, a luz do Sol passou a ser prática comum, voluntária ou involuntariamente”.

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