Emmanuel Macron: mais um líder político que dorme três horas por noite

“Temos um presidente que dorme pouco, ele vai exercer o cargo 24 horas sobre 24 horas”, disse no passado domingo, ao canal de televisão France 2, o ex-primeiro-ministro  Dominique de Villepin, que conhece bem os hábitos de sono de Macron.

Desde 2014, quando Emmanuel Macron se tornou ministro da Economia de Manuel Valls  que os seus SMS tardios se tornaram proverbiais.

A revista L’ Express, citando um colaborador próximo do presidente François Hollande  — um presidente que já confessou que dormia seis horas por noite — garantiu que Macron enviava SMS a Hollande às duas da manhã e retomava antes das seis da manhã. Segundo a mesma fonte. Macron fazia  o mesmo com outros colegas do governo, por vezes com um gracejo na mensagem: “Acorda dorminhoco, já é manhã”

Segundo a revista “Le Point” outro dos “alvos” de  Macron costumava ser o primeiro-ministro Manuel Valls, o que terá levado este a comentar que Macron era “louco” porque lhe enviou uma noite um SMS às 4 horas e 12 da madrugada.

Também outros políticos como Claude Bartolone, presidente da Assembleia Nacional de França, e Bruno Le Roux, líder parlamentar do PS francês, receberam SMS de madrugada de Macron. Foi, aliás, através das horas cruzadas de envio de SMS para vários destinatários, que os companheiros políticos de Macron chegaram ao cálculo de cerca de 3 horas de sono do novo presidente francês.

O presidente norte-americano Donald Trump também é conhecido por dormir três horas por noite e enviar SMS ou ver dispositivos electrónicos de madrugada.  Trump declarou : “eu não sou muito de cama, durmo três, quatro horas, quero saber tudo o que está a acontecer à minha volta”. Também o presidente português Marcelo Rebelo de Sousa dorme apenas cerca de três horas por noite. Ao iSleep, o Presidente garantiu no ano passado que o dormir pouco “não é genético”.

“Lembro-me de, ainda miúdo, dormir umas oito horas seguidas e só ter deixado de o fazer pelos 15 ou 16 anos, começando a estudar noite fora. No Expresso as noitadas continuaram. Entre 1972 e 1973 recordo que ficava a discutir com a censura até às quatro ou cinco da manhã e depois tinha aulas às nove horas. Era quase só ir a casa, pegar na pasta, arranjar-me e partir para a Faculdade de Direito. Depois, com a revolução, como já referi, ainda se dormia menos”, acrescentou.

A privação do sono pode levar a “pessoas mais infelizes, com problemas de memória, maior risco de depressão. Não é irrelevante. Gera mais risco de acidentes, menos rendimento”, disse Teresa Paiva numa entrevista ao jornal i em 2015.

Segundo os especialistas em medicina do sono há cerca de 5% a 8% pessoas que precisam de dormir menos de seis horas por noite, os chamados “short sleepers”, mas dormir sistematicamente menos de cinco horas por noite é considerado por muitos patológico.

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