“Estaline dormia de luz acesa para parecer que estava a trabalhar”

O professor e investigador em relações internacionais, Carlos Gaspar, fala ao iSleep sobre o sono.

“O sono é importantíssimo para começar de novo. Cada vez que acordamos há um novo impulso”, diz.

“Deito-me por volta da meia-noite, uma hora e levanto-me às sete, oito da manhã. Faço este horário regularmente”, acrescenta.  

Preocupa-o que alguns líderes políticos digam que dormem pouco?

“Há um mínimo de horas de sono para fazer o processamento da informação mas há variáveis que é preciso considerar, qual a duração mínima desse sono, as capacidades intelectuais de cada um,  o facto de haver pessoas que precisam dormir mais e outras menos”.

“Também é preciso saber se é verdade que dormem pouco. Pode fazer parte de uma certa mitologia referirem que dormem pouco para mostrar que são dedicados. Estaline, por exemplo, estava a dormir e deixava a luz acesa para parecer que estava a trabalhar, dedicado à causa pública”, afirma.

Há alguma história curiosa com o sono que recorde?

“François Mitterrand, que era chamado a “Força Tranquila”, dormia muito e dormia em várias camas, o que também é reparador”.

“Na Guerra do Yom Kippur, em 1973, o secretário de Estado Henry Kissinger não conseguiu acordar o presidente Nixon, que estava ferrado, e foi ele que declarou alerta nuclear à escala global”.

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