Estudo revela que privação do sono aumenta sensibilidade à dor

Após uma noite com privação de sono, a resposta cerebral à dor aumenta nas regiões somatossensoriais do córtex cerebral. Por sua vez a resposta apresenta-se reduzida em áreas cerebrais cuja função é diminuir a percepção dos estímulos dolorosos. É o primeiro estudo que faz uma correlação entre os mecanismos cerebrais da dor e o sono.

O estudo, liderado pelo investigador Matthew Walker da Universidade de Berkeley, na Califórnia, e publicado a 28 de janeiro de 2018 no Journal of Neuroscience, envolveu 24 jovens adultos jovens saudáveis que foram mantidos ​​acordados durante a noite, em ambiente de laboratório. Após esta fase, foram aplicados aos participantes níveis desconfortáveis de calor nas pernas, ao mesmo tempo que os investigadores examinavam a actividade dos seus cérebros por via electromagnética. Concluiu-se que os mecanismos neurológicos que captam os sinais da dor e que os aliviam se encontravam interrompidos.    

Para testar melhor a conexão entre a dor e a privação do sono, os investigadores entrevistaram mais de 230 adultos de todas as idades, residentes em várias zonas dos EUA.

Os entrevistados foram questionados sobre o seu sono durante a noite, bem como os níveis de dor que sentiam durante o dia, ao longo de alguns dias. Os resultados mostraram uma correlação entre padrões de sono e vigília desadequados com as alterações na sensibilidade à dor.

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