“Há pessoas que  sonham que estão a ser agredidas e reagem”

“Cerca de 60 por cento dos portugueses dormem mal,  ou têm insónias , ou ressonam,  ou têm pernas inquietas, ou sonhos muito maus em que podem levantar-se e fazer coisas esquisitas”, disse Teresa Paiva numa entrevista recente ao programa “Faz Sentido” da  SIC Mulher, apresentado por Ana Rita Clara.

Os episódios que podem ser classificados como parassónias ou esconder patologias de epilepsia são mais frequentes  do que se pensa e os doentes vivem muitos anos com os sintomas sem procurar tratamento.

“Tenho uma doente que tinha uns sonhos em que era agredida e se defendia, que já tinha caído várias vezes da cama, que agredia o marido. Já tinha isto há vários anos e ainda não tinha ido ao médico”, refere a especialista em medicina do sono.

“Há crises de epilepsia muito complexas que podem explicar estas perturbações mas  também podem tratar-se de episódios de sonambulismo”, acrescenta.

Apesar de referir que “há muitas pessoas que  sonham que estão a ser agredidas e reagem”, Teresa Paiva esclarece que na maioria dos casos “os sonhos são nossos amigos e tratam-nos bem.  A maior parte dos sonhos são formas de treinarmos aprendizagens ou mecanismos de defesa em ambientes totalmente seguros”.

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