“Não me lembrava onde estava por causa do jet lag”

O embaixador Martins da Cruz, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, diz ao iSleep que  “uma boa noite de sono é indispensável. Sem dormir bem não se trabalha bem, não se faz bem política, negociações, diplomacia.”

“Tenho a sorte de dormir bem com 70 anos, oito horas contínuas.  Até nos aviões durmo bem, muitas vezes já estou a dormir antes do avião descolar” refere.

Ministro dos Negócios Estrangeiros entre Abril de 2002 e Outubro de 2003, Martins da Cruz não dá relevância ao facto de muitos políticos dizerem que dormem pouco. “Acho que não há problema para a capacidade de decisão. Jacques Attali dorme três horas por noite e é um exemplo. Depende da máquina de cada um, da genética.”

Na vida de um diplomata que passou por legações de vários países, Moçambique, Brasil, Egipto e que exerceu missões em várias latitudes do globo, muitas vezes não é fácil lidar com o “jet lag”.

“Se vinha de Ocidente para Oriente era complicado. Em Tóquio, em Hong-kong acordava de noite, ia à janela e não me lembrava onde estava. Tinha de ir ver os papéis do hotel”, diz.

E os hábitos de sono diferentes dos portugueses?

Martins da Cruz refere que no “Oriente acordam muito cedo e que no Egipto a vida pára das duas às cinco da tarde por causa do calor mas recomeça em força de madrugada.”

 

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