“Nunca tive uma insónia”

António Barreto, investigador e cronista, ex-ministro, ex-deputado e ex- presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, disse ao iSleep que  “dormir bem em qualidade e quantidade suficientes é essencial para pensar, trabalhar, viajar, para  o que for”.

“Se tenho um privilégio, quase toda a gente tem um privilégio, é que nunca tive insónias  nem nunca tomei um comprimido para dormir. Conheço pessoas que tomam comprimidos há 30 anos e imagino o que seja. A insónia é uma coisa terrível, pior que a dor física.” acrescenta.

Qual o segredo?

“Não vivo em pecado, não tenho sentimentos de culpa, durmo  descansado” diz António Barreto.

“Nem  durmo sesta porque durmo bem de noite”, remata.

No entanto,  com a idade o investigador sentiu o sono alterar-se.

“Até aos 60 anos tinha de acordar com despertador e por vezes podia dormir nove ou dez horas. Depois dos 60 comecei a acordar por mim próprio, dormindo sete, oito horas”.

Mas apesar de não ter insónias, o sono por vezes não é imediato.

“Em alturas de grande stress já estive uma  hora, uma hora e meia para adormecer mas é raro”.

E as oito horas de sono nem sempre podem ser cumpridas.

“Já dormi apenas quatro ou cinco horas em períodos mais agitados. Mas acontece pouco e tento compensar na noite seguinte. Em regra deito-me perto da uma hora da manhã e acordo às oito” refere.

O sono é bom conselheiro para António Barreto?

“É uma metáfora mas o facto de dormir cria-me na verdade distância em relação aos assuntos, dando alguma serenidade”.

E os sonhos?

“Sonho razoavelmente mas não me recordo dos pormenores, só me recordo das pessoas, dos lugares” diz o investigador.

 

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