O dorminhoco imprudente, de René Magritte

Sono Magritte

Em Le dormeur téméraire, do pintor belga surrealista  René Magritte, obra  realizada em 1928,  um homem, talvez um religioso ou peregrino, dorme num cubículo de madeira, sobre um céu nebuloso escuro. Este espaço celestial está porém barrado por uma  estrutura onde se encontram uma série de objectos, um chapéu-de-coco, adereço predilecto de René Magritte, uma maçã, um espelho, um laço, um pássaro e uma vela acesa.

Segundo os críticos, alguns destes objectos têm uma leitura psicanalítica. O psicanalista Sigmund Freud, contemporâneo de René Magritte (1898-1967) considerava que os chapéus simbolizavam nos sonhos os órgãos genitais,  o pássaro o pénis e os espelhos a ligação entre o consciente e o inconsciente. Por sua vez, a maça representa o conhecimento e a liberdade e a vela a busca da verdade.

A obra pertence à colecção da galeria Tate, em Londres, fundada pelo comerciante e filantropo britânico Henry Tate em 1897.