“Acordo com os os aviões à noite”

“Tenho uma grande preocupação com o sono. É fundamental uma noite bem dormida ”, diz a historiadora Maria Inácia Rezola ao iSleep.

“Deito-me sempre por volta das 23 horas, pus um alarme no telefone para me lembrar e tento dormir sete a oito horas mas às vezes não é fácil”.  

“Há dois anos tive uma situação que me prejudicou bastante o sono, vizinhos novos com crianças pequenas. Agora, o problema está resolvido porque choram menos.“

“Os aviões, que são cada vez mais durante a noite, também me acordam, moro em Lisboa, perto do Sadanha.” 

Maria Inácia Rezola é professora universitária de História Contemporânea e uma das maiores especialistas em Portugal sobre o período do pós 25 de abril.

Como se lidava com o sono nos tempos do Processo Revolucionário em Curso (PREC), pouco depois do 25 de abril? 

“Os homens que fizeram a revolução do 25 de abril eram chamados os homens sem sono. Por exemplo, no Conselho da Revolução as reuniões acabavam sempre muito tarde, às três e quatro da madrugada. E, curiosamente, como várias fontes me asseguraram, os assuntos mais importantes eram deixados para mais tarde para motivarem menos discussão, porque as pessoas já estavam cansadas.”

Preocupa-a que muitos líderes políticos digam que dormem pouco, afectando a sua capacidade de decisão?

“Temos de ter cuidado nas apreciações. Marcelo Rebelo de Sousa dorme pouco e é um homem lúcido.”

Tem alguma história divertida com o sono que recorde?

“Um colega meu, que é hoje uma figura pública importante, apareceu um dia muito sonolento às sete da manhã. Ficamos admiradas e perguntámos o que se passava. Tinha-se enganado e tomado um comprimido para dormir …”.   

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