“A Polícia Judiciária deu-me cabo do sono”

Moita  Flores,  homem multifacetado, ex -inspector da Polícia Judiciária nos anos 1990, escritor, ensaísta e argumentista para televisão diz ao iSleep que o trabalho “nas brigadas de assaltos e de homicídios o obrigaram a horários muito complicados”. “Tinha de me levantar muitas vezes às duas ou três da manhã, deitando-me tarde e dormindo de dia, às vezes não o suficiente”, acrescenta.

“Estes horários prejudicaram o meu sono para sempre, nunca mais consegui regressar à normalidade, dormir bem uma noite inteira, como acontecia antes dos 17 anos que passei na Polícia Judiciária”.

Moita Flores tenta fazer hoje  uma boa higiene do sono mas nem sempre com sucesso:  “tento ter horários regulares mas o facto é que sofro de insónias, tenho dificuldades em adormecer, durmo mal e muitas vezes acordo de madrugada, às cinco da manhã e já não consigo dormir.”

Os sonhos também o fazem ter noites menos descansadas: “sonho com um pesadelo recorrente que se liga a uma situação passada”.

O ex-inspector da Polícia Judiciária recorda uma história curiosa relacionadas com o sono: “um dia, quando estava na brigada de homicídios, andávamos numa operação na zona de Vila Franca de Xira à procura de um violador que era conhecido por ter uma Nissan Branca. Às três da manhã, numa estrada debaixo de uma ponte em Alhandra demos de caras com uma carrinha desta marca que nos pareceu suspeita. Comunicámos a matrícula aos nossos colegas e concluiu-se que era mesmo a carrinha do violador. Fizemos uma operação de rompante na carrinha mas o homem estava a dormir tranquilamente.

 

 

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