Privação do sono aumenta biomarcador de Alzheimer

Uma investigação revelou que basta a privação de uma noite de sono para elevar a proteína tau no sangue, um biomarcador da Doença de Alzheimer.

O estudo, liderado pelo investigador da Universidade de Uppsala, Jonathan Cedernaes, e  publicada em 8 de janeiro de 2020, na revista da Associação de Neurologia norte-americana Neurology, envolveu 15 jovens com a idade média de 22 anos, com peso normal,que relataram num questionário terem um sono de qualidade e dormirem entre sete a nove horas por noite.   

A investigação compôs-se de duas fases. Numa primeira fase os jovens dormiram bem durante duas noites. Na segunda fase, dormiram uma noite bem e na segunda noite foram privados do sono e mantidos numa sala iluminada,  a conversarem, jogarem ou verem filmes.   

Os investigadores descobriram que os participantes tiveram um aumento médio de 17% nos níveis de tau no sangue após uma noite de privação de sono, em comparação com um aumento médio de apenas 2% nos níveis de tau após uma boa noite de sono.

“Embora se saiba que os níveis elevados de tau no cérebro não são bons, no contexto da perda de sono, não sabemos o que representam os níveis mais altos de tau no sangue”, alertou Jonathan Cedernaes.  

No entanto, “os níveis mais altos de tau no sangue podem também refletir níveis elevados de tau no cérebro” por causa da privação do sono, acrescentou.  

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