“A privação do sono pode levar à morte de células cerebrais”

Teresa Paiva participou na 5ª edição do colóquio Internacional “Morality and Emotion” que se realizou na  Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova, em Lisboa, no passado 20 de Outubro, juntando especialistas nacionais e internacionais.

“A homeostase ou o equilíbrio entre os dois estados SLEEP / WAKE é importante para o funcionamento normal do cérebro”, disse a neurologista e especialista em medicina do sono.

“A atenção e a concentração encontram-se diminuídas após a privação do sono. E a activação prolongada dos mecanismos de stress, causada pela privação do sono, pode levar à  morte de células cerebrais, a apoptose”, acrescentou.

A privação de sono pode ter efeitos muito nocivos na cognição, provocando “lapsos de atenção, humor deprimido, memória de trabalho lentificada”, disse ainda Teresa Paiva.

Sobre os efeitos da privação do sono na perturbação da memória, a neurologista e especialista em medicina do sono citou estudos que referem que participantes com privação de sono tiveram um défice de 40 por cento na codificação da memória, em relação aos indivíduos sem privação do sono

A neurologista e especialista em medicina do sono referiu-se também a aspectos marcadamente orgânicos do cérebro,. “A privação do sono afecta o lóbulo parietal superior e o sulco parietal inferior, independentemente do tipo de tarefas de atenção que estão a ser desenvolvidas”, referiu.

“A privação do sono também diminui a actividade neural na ínsula, o que tem influência no processamento das emoções e na tomada de decisões”. acrescentou.

O tálamo foi outra das estruturas do cérebro abordadas por Teresa Paiva.  “A activação talâmica encontra-se aumentada após privação do sono. O tálamo é um nó-chave do sistema de excitação subcortical e da rede de atenção cortical e desempenha um papel essencial nas tarefas de atenção e vigília”, concluiu.

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