Quantas horas dormiram Passos Coelho e António Costa na campanha eleitoral?

Passos e Costa

FONTE: WORDPRESS

Muitos políticos admitem que dormem pouco e alguns fazem  gáudio desta “proeza”. Em campanha eleitoral as horas de sono são ainda menos. Os líderes partidários têm de percorrer muitos quilómetros de norte a sul do país, realizando dezenas de comícios, “arruadas”, jantares, visitas a mercados e feiras, o que lhes retira ainda mais tempo para o descanso.

O iSleep perguntou a fonte da campanha do PSD quantas horas dormiu o líder social-democrata, Pedro Passos Coelho, durante a campanha eleitoral para as eleições legislativas de 4 de Outubro, que decorreu entre 20 de Setembro e 2 de Outubro. A resposta foi certeira: “em média cinco horas, houve dias em que dormiu apenas três horas mas um ou outro dia em que conseguiu fazer seis horas de sono. Mais de seis horas nunca dormiu”. A mesma fonte refere que Passos Coelho “não teve nenhuma insónia”, acrescentando que “é um homem com grande autocontrolo”.

E o líder do PS António Costa? Fonte da campanha socialista disse ao iSleep que “houve uma preocupação de a comitiva ficar em hotéis muito perto dos locais de campanha. Em dias de comícios à noite, íamos para o hotel perto da uma hora, uma hora e meia da manhã no máximo. O pequeno-almoço era invariavelmente às nove horas e depois saia-se para a campanha”.

Quantas horas dormiu António Costa efectivamente não foi possível apurar junto das mesmas fontes socialistas, até à publicação desta notícia, mas a avaliar pelos limites de entrada e saída dos hotéis da comitiva da campanha socialista, o líder do PS pode ter dormido em média mais horas que Pedro Passos Coelho.

Em Portugal nenhum político ainda foi tão longe a admitir escassas horas de sono em virtude do trabalho excessivo como fez recentemente  o ex-ministro das Finanças grego Yanis Varoufakis (Marcelo Rebelo de Sousa, que diz dormir em regra três, quatro horas por dia, parece ser um “short sleeper”, independentemente das circunstâncias).

Varoukafis  disse, em Julho passado, numa entrevista ao jornal espanhol “El Pais”, após se demitir do executivo a que pertencia: “sinto-me muito bem, sem a vida louca e absolutamente inumana em que dormi duas horas por dia durante cinco meses.”

Segundo vários estudos de investigação efectuados em Portugal e no estrangeiro, a privação do sono recorrente tem graves efeitos ao nível cognitivo, reflectindo-se na capacidade de concentração e na memória, ao nível físico, causando cansaço e dores de cabeça, e ao nível emocional, com maior irritabilidade.