“Reina uma tranquilidade azul e só ligeiros movimentos de água à superfície”

Uma visitante de 61 anos conta ao iSleep um dos seus sonhos mais estranhos, quando tinha 23 anos, tendo-o registado na altura por escrito. Foi “tudo a cores”, avisa a leitora.  

“Estou deitada no fundo do mar numa areia limpa e dourada. A água é transparente e profundamente azul esverdeada. Morri já há algum tempo e sei que foi já há algum tempo, porque de mim já só resta o esqueleto branco. Ao meu lado está um esqueleto também branco. De um cavalo que sei que era meu e que era branco. Reina uma tranquilidade azul e só ligeiros movimentos de água à superfície me dão a certeza de que há vida para além da minha morte. Reina um silêncio e uma paz imensa, apenas ocasionalmente agitadas por pequenas bolhas que sobem para a superfície, vindas da areia.

A minha morte não foi violenta. Estou tranquilamente deitada de costas com as mãos em cima do peito. Vejo os ossos das mãos e das costelas. Quando morri vestia uma camisa branca abotoada com botões brancos. Uma ligeira ondulação da água azul passa pelo meu esqueleto. Um dos botões que ficara preso debaixo dos ossos da mão desloca-se e suavemente atravessa a caixa torácica vazia do meu esqueleto depositando-se na areia junto dos ossos da coluna. Permaneço neste cenário um tempo que não sei precisar”

A visitante do iSleep acrescenta:

“Quando acordei, estava no meu quarto, deitada de costas na minha cama. O meu gato estava deitado junto do meu corpo. Escurecia. Levei imenso tempo presa dentro deste sonho sem me mover. Não conseguia levantar-me, estava inteiramente presa dentro daquele cenário. Este sonho nunca se repetiu, mas ainda hoje vive intensamente dentro de mim”.

À semelhança desta visitante, pode enviar-nos o seu sonho mais estranho para o seguinte mail: info@isleep.pt

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