A Sesta

Miro siesta

Em Siesta (1925), de Joan Miró, pequenas formas flutuam sobre um fundo azul celeste. É o espaço imenso do sonho, onde uma fina caligrafia de linhas e signos ondula como resíduos da realidade. É também o espaço infinito onde todos os sentidos se dissolvem e se fundem livremente.

Muito rigoroso nos seus rituais quotidianos, Miró não prescindia do seu “yoga mediterrâneo”, o nome sugestivo que dava à sesta de apenas cinco minutos que fazia depois do almoço, antes de retomar o trabalho.