Sono e coronavírus

Um estudo da Universidade de Pittsburgh Medical Center e do Carnegie Mellon University sobre a gripe, realizado em 2015, foi este mês recuperado por revistas especializadas em saúde para demonstrar que um bom sono pode melhorar  as defesas imunológicas do organismo. Diminuindo fortemente  as hipóteses de contrair gripe e infecções respiratórias, causadas por vírus de estirpes comuns e coronavírus, muito mais agressivos, como o 2019 –nCoV, que surgiu na cidade chinesa de Wuhan, em finais do ano passado.           

A investigação, publicada originalmente na revista Sleep, concluiu que o défice de horas de sono era o factor principal para determinar se alguém ficaria doente após ser exposto ao vírus normal da gripe, superando outros factores como a idade, etnia, rendimentos, níveis de stress e tabagismo. 

O estudo envolveu 164 participantes que responderam a um questionário sobre os seus hábitos de sono. Todos foram alojados num hotel durante uma semana e receberam gotas nasais com o vírus da gripe. Foram recolhidas amostras diárias de muco nasal para verificar se a gripe se agravara.

Os participantes que relataram um bom sono durante a semana, com uma média de pelo menos 7 horas de sono por noite tinham muito menos probabilidade de ficarem doentes. Por outro lado, os participantes que dormiam 6 horas ou menos a cada noite tinham 4,2 vezes mais hipóteses de contrair gripe.

Segundo o estudo, as hipóteses dos participantes apanharem gripe por exposição ao vírus ficaram assim escalonadas:

Participantes que dormiram mais de 7 horas: 17,2%

Participantes que dormiram entre 6 e 7 horas: 22,7%

Participantes que dormiram entre 5 e 6 horas: 30%

Participantes que dormiram menos de 5 horas: 45,2%

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