Teresa Paiva na RTP 1 para assinalar Dia Mundial do Sono

A neurologista e especialista em medicina do sono esteve na RTP1, no programa “Agora Nós”, para assinalar o Dia Mundial do Sono a 17 de Março.

Teresa Paiva enumerou algumas regras essenciais para dormir melhor, como dormir sete a nove horas por dia, deitar e levantar a horas regulares, praticar exercício diário, apanhar a luz do sol de manhã, fazer refeições regulares,  não comer muito à noite, não fazer grande variação de horários entre a semana e o fim de semana, não utilizar computadores ou telemóveis antes de deitar, não beber álcool á noite, não matutar nas coisas antes de deitar.

A especialista em medicina do sono referiu que “o sono é muito importante para a saúde física e emocional”.

“Há uma grande variedade de doenças e perturbações que podem ser causadas pela privação do sono como cancro, Alzheimer,  doenças infecciosas,  depressão” .

“Também se manifesta irritação, desconcentração, mau humor”, acrescentou.

Teresa Paiva lembrou que quando se “googla” a palavra “sono” há 800 milhões de entradas , o que demonstra as preocupações com o tema. No entanto, tratam o sono muito mal”

Aliás, “os portugueses são dos europeus que se deitam mais tarde” referiu a especialista do sono.

“Trinta por por cento dos portugueses dormem menos de seis horas”, acrescentou

“ O Centro do Sono que dirijo fez um estudo recente sobre o sono em Montemor-o-Novo que mostrou que 70 por cento dos participantes  tinham má qualidade do sono”, concluiu.

Mas também há o reverso da medalha.

Teresa Paiva alertou que há aspectos no sono que não precisam de ser complicados.

“Acordar durante a noite não é nenhum drama. Se não o fizéssemos já tínhamos sido comidos por algum bicho ao longo da evolução humana”

A especialista em medicina do sono abordou ainda duas situações com fortes implicações no sono, a amamentação e o mau sono das nossas crianças.

“Amamentar em simultâneo com a vida profissional é uma violência física para a mulher que prejudica gravemente o sono. Não se deve incutir sentimentos de culpa nas mães  e há que encontrar alternativas”, disse Teresa Paiva.

“O sono das crianças está a ser negligenciado. Há excesso de actividades e excesso de horas na escola, o que faz com que o tempo seja pouco para dormir”, referiu.

 

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