Teresa Paiva: “Não há duas insónias iguais”

 

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Teresa Paiva  fez uma palestra intitulada “Sono, sobrevivência e Saúde” no Dia Mundial da Saúde, que se assinalou a 7 de Abril passado, no âmbito de uma iniciativa da Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos.

Na Sala da Cultura da autarquia, perante uma plateia diversificada, a neurologista e especialista em medicina do sono começou por caracterizar o sono referindo que ele “é um estado de imobilidade parcial durante o qual estamos parcialmente ‘desconectados’ do ambiente que nos rodeia”, acrescentando que neste estado “ o cérebro está activo e irá oscilar entre dois modos de funcionamento, o sono lento e o sono paradoxal”.

Teresa Paiva falou  depois dos malefícios para a saúde das poucas horas de sono,  referindo-se  com humor aos chamados “ladrões do sono”, que retiram muito  tempo de descanso, como a utilização do “computador, do telemóvel, dos motores de busca e das redes sociais”.

A insónia, um  problema de saúde premente que afecta milhares de portugueses, esteve no centro da intervenção da especialista, que referiu “não haver duas insónias iguais”.

“As variabilidades das queixas de insónia são muitas, como as dificuldades em iniciar o sono,  em manter o sono,  acordar cedo demais, acordar cansado, ter uma sensação  de sono não reparador e sentir dificuldades de concentração ou de memória durante o dia”, explicou.

Em relação ao  tratamento da insónia referiu que depende das causas desta mas que “é contra-indicada a prescrição inespecífica de hipnóticos”. “Há que valorizar as regras de higiene do sono, envolvendo horários e duração do sono,  a boa alimentação e o exercício adequado”, disse Teresa Paiva.

Num campo mais específico da medicina do sono, a especialista abordou o tema das parassónias, um  “conjunto muito diverso de comportamentos anormais que surgem durante o sono” e que envolvem por exemplo “alertas confusionais, terrores nocturnos, sonambulismo, pesadelos, paralisia do sono e enurese”.

 

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