“Todas as noites já adormecia a sorrir de gozo”

Mário Cesariny conta que até aos 50 anos teve sempre o mesmo sonho.

“Eu não sei desde quando, mas quase desde miúdo, até aí aos cinquenta anos, eu todas as noites já adormecia a sorrir de gozo, porque eu sonhava sempre que voava, e era uma coisa tão boa, tão boa, uuuiiiii! E depois não tinha…quer dizer, não havia…paisagem , era o espaço puro, não se via nada. Maravilha… Depois, aos sessenta anos, nunca mais sonhei (ri). Os freudianos acho que ligam isto também à coisa sexual. Mas eles dizem muita coisa…”