Uma lufada de sono

O novo presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, é uma excepção num mundo político onde os líderes dormem poucas horas de sono.

Em declarações ao site espanhol Nutt Magazine, dedicado à saúde e bem-estar, Pedro Sánchez, líder do PSOE, respondeu assim à seguinte pergunta: “Descansas o suficiente, como relaxas, quantas horas dormes em média por noite?”

A resposta foi lapidar:  “o tempo é limitado por numerosas actividades em cada dia. Às vezes sinto que o dia precisava de ter 48 horas, e mesmo assim, não chegaria para fazer tudo. Tento dormir pelo menos sete horas mas por vezes não consigo. Quanto tal acontece tento compensar a falta de horas com a qualidade do sono”.

É de frisar  que Pedro Sánchez demonstra não só ter consciência das horas de sono necessárias, entre 7 e 8 horas por noite, como é sensível à  qualidade do sono: quando se dorme pouco, pelo menos que se durma bem.

O líder socialista dorme  o dobro do presidente francês e norte-americano juntos. Na verdade tanto Emanuel Macron como Donald Trump dormem pouco mais de três horas por noite.

Em relação ao inquilino do Eliseu tem sido quem trabalha com ele a fazer as contas do sono, apuradas através dos SMS enviados por Macron durante a noite. Muitas vezes envia um SMS entre as três e as quatro da manhã e já está a enviar outro perto das sete da madrugada.

Já em relação a Trump, foi o próprio a reconhecê-lo: “eu não sou muito de cama, durmo três, quatreo horas, quero saber tudo o que está a acontecer à minha volta”.

Como é já proverbial, o presidente português Marcelo Rebelo de Sousa também dorme cerca de três horas por noite. Ao iSleep, o Presidente garantiu em 2016 que o dormir pouco “não é genético”.

“Lembro-me de, ainda miúdo, dormir umas oito horas seguidas e só ter deixado de o fazer pelos 15 ou 16 anos, começando a estudar noite fora. No Expresso as noitadas continuaram. Entre 1972 e 1973 recordo que ficava a discutir com a censura até às quatro ou cinco da manhã e depois tinha aulas às nove horas. Era quase só ir a casa, pegar na pasta, arranjar-me e partir para a Faculdade de Direito. Depois, com a revolução, como já referi, ainda se dormia menos”, acrescentou.

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