Um milhão de portugueses expostos a ruído que provoca perturbações do sono

Auto-estrada

Um milhão de portugueses residentes em Portugal Continental, cerca de 12% por cento da população, “está exposta a níveis sonoros que induzem perturbações no sono”, segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), em resposta na semana passada a perguntas da agência Lusa.

Porém, a APA refere  que se trata de estimativas incompletas já que ainda não foram entregues todos os mapas estratégicos de ruído (MER) obrigatórios para as cidades de Lisboa, Porto, Amadora, Odivelas, Oeiras e Matosinhos  e para as  grandes infraestruturas de transportes, tanto aéreas, como ferroviárias e rodoviárias. Das seis cidades nacionais acima indicadas que devem apresentar mapas de ruído, segundo as normas europeias, só Lisboa e Oeiras cumpriram.

Segundo os mesmos dados, “17% da população residente em Portugal continental está exposta a níveis associados a incomodidade moderada” no que respeita ao ruído.

As regras e os níveis aceitáveis de ruído estão estipulados por normas europeias e pela lei nacional, no Regulamento Geral do Ruído, que se baseia em valores recomendados pela Organização Mundial de Saúde.

Dados da Agência Europeia do Ambiente referem que cerca de 20 milhões de europeus são afetados pelo ruído ambiental, nomeadamente dos transportes, e que 125 milhões de europeus, ou seja um em cada quatro europeus, estão expostos ao ruído do tráfego automóvel, que atinge em muitos casos níveis superiores ao limite máximo estipulado.

O ruído elevado tem vários efeitos na saúde para além das perturbações do sono, como hipertensão e doenças cardiovasculares, levando a cerca de 10 mil mortes prematuras e a 43 mil hospitalizações por ano na Europa, segundo a Agência Europeia do Ambiente.

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