“No meu sono não tinha nem triunfo nem derrota”

A poetisa chilena Gabriela Mistral (1889-1957) escreveu um poema sobre o sono, em que este faz sucumbir as diferentes vertentes da vida:

“No meu sono não tinha

pai nem mãe, não tinha

contentamento nem dor;

não possuía tesouros

p´ra velar até manhã;

não tinha idade nem nome,

nem triunfo nem derrota.

Meu inimigo à vontade

me podia injuriar,

meu marido renegar-me;

eu estava tão distante,

fora do alcance dos dardos;

p’ra a mulher adormecida

este universo era o mesmo

que os mundos incriados”.

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