“As pessoas perfeccionistas querem controlar o sono”

“Muitas vezes, quanto mais uma pessoa tenta dormir menos dorme. Isso acontece frequentemente com as pessoas perfeccionistas, que querem controlar o sono. Mas o sono é natural e automatizado, tem os seus ritmos próprios”, diz Teresa Paiva ao iSleep.

“O doente tem um medo horrível de não dormir e encara com ansiedade o momento de se deitar. Faz esforços desesperados para dormir, mas o problema é que quanto mais tenta e quanto maior é o seu receio, menos dorme. Muitas vezes, à noite, leva os problemas para a cama e ‘matuta’ nas questões quotidianas”, precisa a neurologista e especialista em medicina do sono.

Estes são sintomas da chamada insónia psicofisiológica, em que “o problema dominante do doente está centrado no sono, na incapacidade e no medo de não ser capaz de dormir e no receio das consequências para o dia-a-dia”, diz Teresa Paiva.

“Para estes doentes, os remédios para dormir têm efeitos paradoxais, podendo não ser eficazes. Muitos dão habituação com aumento progressivo da dose para manterem o efeito. O tratamento é, contudo, possível e passa por terapias cognitivo-comportamentais”, adianta a especialista em medicina do sono.

 

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