“Depois de uma noite inteira em que nem sequer fechou os olhos”

O escritor britânico de origem polaca Joseph Conrad (1857-1924) fala sobre noites inteiras sem dormir no seu romance “Nostromo”.  

“As insónias conseguiram retirar toda a energia da sua vontade, dado que não tinha dormido mais de sete horas em sete dias (…) Ao décimo dia, depois de uma noite inteira em que nem sequer fechou os olhos (tinha-lhe ocorrido que Antonia nunca poderia ter amado alguém tão inacessível como ele), a solidão assemelhava-se a um grande vazio, e o silêncio do golfo a uma corda tensa e fina da qual se encontrava suspenso pelas duas mãos, sem medo, sem surpresa, sem qualquer tipo de emoção.”

in Joseph Conrad, Nostromo, Editora Dom Quixote, Lisboa 2009

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