Eleições nos EUA: as polémicas com o sono

Uma campanha eleitoral norte-americana marcada pela privação de sono de Donald Trump por dormir apenas três horas por noite e a acusação deste a Hillary Clinton que dormia demais e não preparava os debates, teve o seu epílogo, na madrugada de ontem com o filho do novo presidente norte-americano , Barron Trump, de dez anos, desesperado com sono no discurso de vitória do pai, por volta das três da madrugada.

Nas imagens das televisões, que o You Tube reproduz (https://www.youtube.com/watch?v=66fYtwRkLoU), é evidente o esforço de Barron  para se manter acordado, ao lado do pai, a esfregar constantemente os olhos e a bocejar.

Não é a primeira vez que Barron aparece em público com sono. No início deste ano, numa iniciativa do Partido Republicano onde o pai participava, o rapaz, nascido do casamento de Donald Trump com a modelo Melania Trump, bocejou com frequência.

Após Donald Trump obter a nomeação do Partido Republicano para a corrida à Casa Branca um dos temas mais discutidos nos EUA foram os sintomas de privação do sono no candidato – em virtude das três horas diárias de sono — como irritabilidade, alterações de humor, desequilíbrio emocional, défice cognitivo,  falta de concentração, propensão para tomar decisões irreflectidas ou dizer frases inconvenientes.

A polémica foi despoletada por Timothy Egan, colunista do New York Times, num artigo de opinião intitulado  “A  unified theory of Trump”. Egan associou as poucas horas de sono de Trump  “às suas ideias desligadas da realidade”, “às explosões de raiva e palavrões” e aos problemas “em concentrar-se e  processar informações básicas”.

Hillary arranha as palmas das mãos para se manter acordada

Donald Trump atacou várias vezes Hillary Clinton por não aparecer em público e “ficar a dormir”, num período em que se veio a saber mais tarde que a candidata democrata estava doente, com uma pneumonia.

Trump não utilizou, porém, esta estratégia contra Hillary Clinton sem fundamentos. Numa entrevista televisiva recente perguntaram a Hillary  sobre a qualidade do seu sono e esta respondeu que “dormir pouco e andar cansado é um grande problema”. Hillary queixou-se do cansaço das constantes viagens de avião e do jet lag a que é obrigada como secretária de estado do Presidente Obama. “O jet lag é um assunto muito sério”, disse. A candidata democrata confessou que  “costuma arranhar as palmas das mãos com as unhas para se manter acordada”.

Hillary também cometeu no passado erros factuais nos seus discursos em virtude da privação do sono, como a própria admitiu.

 

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