“Goza o orvalho doce e grave do sono”

Shakespeare

William Shakespeare, na sua peça de teatro “Júlio César”, coloca Brutus a falar do sono “doce e grave” de Lúcio, seu enteado, filho da sua mulher Pórcia. Um sono do jovem, sem preocupações e inquietude, sem “fantasmas”, certamente muito diferente do do próprio Brutus, a poucas horas de assassinar César…

“BRUTUS — Cavalheiros, mostrai semblante alegre, sem revelar no olhar nossos protestos. Imitai nisso os nossos comediantes, com vivo espírito e formal constância. E agora, adeus; bom dia para todos. (Saem todos, com exceção de Brutus.) Pequeno! Lúcio! Adormeceu de novo? Ora, que mal há nisso? Goza o orvalho doce e grave do sono. Não te inquietam esses fantasmas e as visões que o zelo sempre ativo nos cérebros engendra. Por isso dormes tão profundamente”.

in Júlio César, William Shakespeare

 

 

 

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