“Já fazia cocktails de comprimidos para dormir e nada funcionava”

Alexandra Parrado, 41 anos, relatou na SIC-Notícias, o longo tormento da sua insónia crónica desde os 12 anos. Viu nos medicamentos a aparente solução mas a luz ao fundo do túnel surgiu com outra abordagem médica .

“Fiquei felicíssima por dormir uma noite inteira, mas os comprimidos são um engano porque criam habituação, deixam de fazer efeito. Pela minha experiência, para insónias não funcionam”, refere.

“A minha viagem de comprimidos foi terrível. A certa altura estava desesperada porque já fazia cocktails de comprimidos e não funcionavam. Para além disso, os comprimidos não dão um sono natural, não estava a ter uma qualidade de vida muito melhorada”.

Aos 35 anos foi a uma consulta da neurologista e especialista em sono, Teresa Paiva: “comecei a ver, finalmente, a luz ao fundo do túnel”, confessa.

Diagnosticada com insónia crónica e depressão, fez terapia cognitivo-comportamental, deitando-se a horas regulares, fazendo um diário do sono, evitando o uso da tecnologia à noite, desconstruindo crenças erróneas sobre o sono.

Em conversa com a SIC Notícias, a neurologista Teresa Paiva conta que recebe muitos pacientes “em fim de linha”.

“Levo cerca de uma hora ou mais para fazer uma história clínica à maior parte dos doentes com insónia. Preciso disso para perceber o início da história. As insónias são coisas muito complexas e têm contributos que são multifactoriais”, explica.

“Uma mãe começa a não dormir por causa do filho recém-nascido. Depois, ao fim de um ano, o filho começa a dormir bem e a mãe continua com insónias. O problema resolveu-se mas houve uma agressão ao sistema sono/vigília que persiste mesmo quando o problema já está resolvido”, adianta a neurologista e especialista em medicina do sono.

É apenas um dos exemplos que pode estar na origem das insónias.

Pode ler o artigo completo da SIC-Notícias no seguinte endereço electrónico:

https://amp.sicnoticias.pt/especiais/olhar-pela-saude/2021-04-15-Estava-desesperada-ja-fazia-cocktails-de-comprimidos-par

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