Novo estudo confirma relação entre as poucas horas de sono e as demências  

Adultos entre os 50 e os 70 anos que durmam regularmente seis horas ou menos todas as noites têm um risco aumentado em 30 por cento de desenvolver demências do que aqueles que dormem por sistema sete horas, segundo um estudo da University College London, publicado em abril de 2021, que envolveu 10 mil participantes e acompanhou os seus hábitos de sono e estado de saúde durante 25 anos.

A diminuição das horas de sono e da própria qualidade do sono é um dos principais sintomas da doença mas os investigadores garantem que este factor não põe em causa os resultados da investigação porque quando iniciaram o estudo nos participantes, quando estes tinham cerca de 50 anos, não observaram quaisquer sinais precoces de demência. Assim, sugere-se que foi mesmo a falta de horas de sono a aumentar a probabilidade de sofrer de demências, como a Doença de Alzheimer.

Segundo o estudo, 521 participantes desenvolveram demência, com a maioria diagnosticada entre os 75 e os 80 anos. Foi a partir do estudo deste grupo, avaliando os seus hábitos de sono, que foi possível concluir uma probabilidade aumentada de 30 por cento de sofrer de demências com seis ou menos horas de sono durante vários anos.

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