Nuno Galopim comenta investigação que sugere colonização de Marte por noctívagos

nuno galopim

Um estudo recente de uma equipa de cientistas alemães, britânicos e holandeses sugere que as pessoas com um relógio interno mais lento, que se deitam e levantam mais tarde, as chamadas “corujas”, estão mais aptos a ir a Marte e viver no planeta vermelho.

Tudo porque em Marte um dia completo tem cerca de 24 horas e 37 minutos e estas “corujas”, que levam mais de 24 horas para completar o ciclo natural, podem ajustar-se mais facilmente à vida no planeta.

O jornalista e escritor, Nuno Galopim, especialista em assuntos relacionados com o planeta Vermelho, autor do livro “Os Marcianos somos nós” referiu ao iSleep: “Ao longo da história da ficção cientifica, Marte suscitou sempre muitos receios e anseios. Este estudo está na linha de vários contributos  que têm sido dados para, num futuro próximo, a viagem a Marte e a conquista do planeta serem uma realidade”.

O estudo baseou-se na observação de ratos a que foi modificado o gene que tornou o seu relógio biológico mais rápido e outro grupo de ratos a que não foi feita nenhuma alteração genética.

Ao fim de 14 meses os ratos com relógio biológico mais rápido em virtude de terem o gene de ritmo circadiano alterado viveram menos tempo do que os ratos a que foi mantido o  seu relógio interno.

O estudo, publicado na revista Proceedings, da Academia de Ciências britânica, vem sublinhar a importância de ter o relógio interno sincronizado com o planeta Terra e foi apontado pela comunidade científica como muito relevante na preparação da colonização de Marte, missão que a agência espacial norte-americana NASA espera concretizar até 2030.

 

 

 

Partilhar: