O sono durante a Pandemia Covid 19

Os comportamentos do sono alteraram-se negativamente com a Pandemia numa parte significativa das populações. Um estudo da empresa tecnológica Philips que envolveu  13 mil participantes em 13 países europeus chegou a várias conclusões nesse sentido.

70 por cento dos participantes consideraram que a Pandemia Covid 19 teve impacto no seu sono.  37 por cento disseram que dormiram pior e 43 por cento relataram que acordaram durante a noite.

37 por cento dos participantes disseram que descansaram mais durante a manhã, o que é coerente com o facto de também afirmarem que se deitavam mais tarde, podendo colidir com o horário de trabalho.

84 por cento relatarem que usaram o telemóvel durante a Pandemia, o que representa um acréscimo de 10 por cento em relação a anterior estudo pré-Covid também realizado pela Philips.

73 por cento acederam às redes sociais. 41 por cento leram notícias sobre a Pandemia. 46 por cento disseram que  estar com os telemóveis foi a a última coisa que fizeram antes de tentar adormecer.

Muitos participantes procuraram informações online de saúde para resolver problemas de sono. 31 por cento recorreram pela primeira vez a este meio para saber mais sobre o sono. No entanto, apenas 16 % tiveram consultas on line para resolver problemas relacionados com o sono. Já 55 por cento dos participantes afirmaram ter teleconsultas de várias especialidades. Mas 58% disseram que estariam dispostos a recorrer no futuro a meios on line para fins relacionados com o sono.

A Pandemia Covid 19 teve efeitos muito negativos em relação a doentes com apneia do sono. Mais 18 por cento em relação ao período pré Pandemia relataram ser menos provável usarem CPAP para tratarem a doença e mais sete por cento revelaram ter a percepção de que o tratamento do CPAP é pior que que ter apneia do sono.

 

 

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