Prejuízos por défice de sono: 690 mil milhões de euros

As principais economias do mundo, EUA, Japão, Alemanha,  Reino Unido e Canadá estão a perder centenas de milhões de euros e  milhões de dias de trabalho por causa dos seus trabalhadores estarem a dormir abaixo do intervalo entre as sete e as nove horas por noite, o tempo ideal de descanso recomendado por vários especialistas mundiais do sono.

Um estudo da  Rand Europa, que utilizou um grande conjunto de dados sobre a duração do sono dos trabalhadores e as relações laborais em centenas de empresas, concluiu que EUA, Reino Unido, Alemanha, Japão e Canadá estão a  perder a soma astronómica global de 690 mil milhões de euros e 3 milhões e 210 mil dias de trabalho, em grande medida devido a perdas de produtividade relativas a cansaço, baixas por doença ou simples absentismo. O maior risco de mortalidade nas pessoas que dormem pouco também contribui, naturalmente, para a perda do trabalho e da produtividade. Seis horas de sono está associado a um aumento de 7% na mortalidade e  menos seis horas de sono a um risco de mais 13%.

Os EUA são o país mais afectado, com um prejuízo de 385 mil milhões de euros e 1, 23 milhões de dias de trabalho perdidos. A seguir vem o Japão com perdas de 129 mil milhões de euros e 604  mil dias de trabalho perdidos, depois a Alemanha com 56 mil milhões e 209 mil dias de trabalho perdidos, o Reino Unido com 46 mil milhões de euros e 207 mil dias de trabalho perdidos e por último o Canadá com 19 mil milhões de euros de prejuízos e  78 mil dias de trabalho perdidos.

No que respeita a perdas estimadas por défice de sono em Produto Interno Produto (PIB), o Japão é o mais prejudicado, com menos 2,92 por cento do PIB, depois os EUA com perdas de 2,28%, a seguir o Reino Unido com 1,86%, a Alemanha com 1,56% e o Canadá com 1,35%.

 

 

 

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