“Foi-se o sono e olho a água”

O poeta Ruy Cinatti, com um percurso singular, tanto literário como profissional escreve um  poema que parece evocar um episódio de insónia:

“Foi-se o sono e olho a água
Dos meus olhos estancados;
Lá fora, um rumor de aves
Evoca aromas molhados.

A luz alta fere as casas
Brancas de neve, fluidas;
Meu corpo é um prado seco
Onde caem estrelas húmidas.

Reflexos de sonhos idos
Limitam-me o pensamento;
Os ramos das árvores escondem
Silêncios desaparecidos”

In Ruy Cinatti Anoitecendo a Vida Recomeça