Sono profundo perturbado pode contribuir para doença de Alzheimer

Alzheimer
FOTO: MICHAEL SWAN

Uma equipa de investigadores liderada por Matthew Walker, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos EUA, concluiu com base num estudo envolvendo 26 adultos com mais de 60 anos que padrões repetidos de perturbação no sono profundo, aumentam a quantidade  de amilóide produzida no cérebro, uma proteína responsável pela formação das placas encontradas na doença de Alzheimer.

O estudo, publicado na revista Nature Neuroscience, também demonstrou com forte probabilidade a relação entre maior quantidade de amilóide e pior desempenho em testes de memória. Estes foram aplicados pelos investigadores aos voluntários do estudo antes e depois de uma noite de sono. A deterioração da memória  é considerado um dos sintomas percursores da doença de Alzheimer.

Matthew Walker, em declarações à revista Nature Neuroscience, refere que “o facto do aumento da quantidade de amilóide se ter relacionado com o pior desempenho nas tarefas de memória coloca em evidência o processo inicial da doença de Alzheimer, muito antes de as pessoas terem sintomas de qualquer alteração mais severa das suas capacidades cognitivas”. O investigador acrescenta que “as perturbações no sono são um farol de alerta para avaliar o início da doença de Alzheimer”.

Bryce Mander, outro elemento da equipa de investigação, diz à revista Nature Neuroscience que “o estudo também revelou que o amiloíde se deposita em áreas do cérebro que não têm a ver com áreas da memória mas sim em zonas que geram padrões de ondas de sono profundo”. Este investigador refere que “a relação entre o sono e a quantidade de amilóide funciona provavelmente em dois sentidos. Quanto maior a acumulação de amilóide pior o sono e quanto mais perturbado o sono, mais amilóide se deposita no cérebro”.

 

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