Teresa Morais abre Lisbon Sleep Summit

A ex-ministra e ex-secretária de Estado da Igualdade, Teresa Morais, abriu ontem o Congresso Lisbon Sleep Summit, dedicado ao sono das mulheres, com uma intervenção  subordinada ao tema “Desafios na Vida das Mulheres”.

Teresa Morais  começou por retratar Portugal no feminino, em que as “mulheres são mais que os homens  mas ganham menos, trabalham mais, têm mais tarefas domésticas”. O que faz muitas vezes com que durmam menos que os homens.

A ex-governante  falou depois das desigualdades que persistem entre homens e mulheres nos cargos cimeiros, na política e nas empresas, lembrando que uma das tarefas mais difíceis quando exerceu os cargos governativos “foi convencer as empresas a contratarem mais mulheres”.

A ex-governante referiu que ao nível das instituições políticas se têm alcançado progressos. “Hoje, 35,2% dos deputados da Assembleia da República são mulheres”

O Parlamento português é o oitavo, entre os 28 Estados-membros, na lista de países em que a percentagem de mulheres é mais elevada, sendo superado pela Suécia (46,1%), Finlândia (42%), Espanha (40,6%), Bélgica (38,7%), Dinamarca (37,4%), Eslovénia (35,6%) e Holanda (35,3%). A média comunitária é de 29,3%.

Fora do quadro europeu, Teresa Morais citou os casos da Tailândia e do Iémen como exemplos péssimos, respectivamente com 4% e 0% de representação de mulheres no Parlamento.

Recorde-se que já no final  do seu mandato, em 2015, Teresa Morais conseguiu que treze empresas cotadas na bolsa assinassem um acordo de compromisso para ter 30% de mulheres nos seus Conselhos de Administração e direções até 2018.

A ex-ministra falou também da violência doméstica e dos seus números preocupantes, apesar das sucessivas campanhas feitas contra este tipo de crime público. Segundo o relatório da Associação de Apoio à Vítima (APAV) referente ao ano de 2017 houve 5036 queixas de mulheres por violência doméstica, o que equivale a 97 mulheres por semana. Teresa Morais considera que este flagelo só pode ser verdadeiramente atacado com “educação, que começa na escola mas que tem de se cimentar também na família. Se as crianças vêem os seus pais com comportamentos agressivos, é natural que os tentem imitar quando  crescerem.”

 

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